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Regional Terça Maior conta a história das rodas de choro
Recital de 2 de agosto mostra as dinâmicas e diferenças das rodas de Choro do início do século XX aos dias atuais
Publicado em 23/07/2026 12:19
Cultura

No próximo domingo, 2 de agosto, o projeto Choro na Manhã conta a história das rodas de choro desde o início do século 20 até hoje, em apresentação com entrada franca, a partir das 10 horas, no Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá, no Jabaquara.   “As rodas de choro se mantêm como espaços informais de convívio e resistência cultural, onde músicos se reúnem para preservar um gênero genuinamente brasileiro”, diz Rodrigo Moura, fundador do Regional Terça Maior, grupo que  retoma o projeto Choro na Manhã, dando continuidade ao trabalho que por quase duas décadas foi conduzido pelo tradicional conjunto Retratos.

Músico, educador e agente cultural, Rodrigo é especialista em cavaquinho e atualmente conclui Prática Instrumental Avançada na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) Tom Jobim. No Regional Terça Maior, ele está ao lado de Edgard Moreira (violão 7 cordas), Jefferson Bueno (Clarinetista/saxofonista), Wellington Silva (violão 6 cordas) e Bruno Rossa Nunes (pandeiro), que formam o núcleo atual do projeto Choro na Manhã, sempre com a participação especial de Paulo Gilberto (flauta transversal), o Mestre Giba. Formado pela Universidade São Judas, na classe do Professor João Dias Carrasqueira, Mestre Giba enriquece o Choro na Manhã não apenas pelo domínio técnico e sensibilidade na execução instrumental, mas por ilustrar cada apresentação com histórias e curiosidades do universo do Choro.

“O ambiente de uma roda de choro é único”, prossegue Rodrigo. “Músicos de diferentes idades e níveis de habilidade se reúnem para tocar seus instrumentos, com clássicos do choro e composições contemporâneas que mantém viva a essência desse estilo musical. A roda de choro é, principalmente, um espaço pedagógico, onde os músicos mais experientes compartilham seus conhecimentos com os mais jovens, contribuindo para a formação dos futuros Chorões”, diz.

O projeto Choro na Manhã é uma iniciativa cultural que acontece no primeiro domingo do mês no Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá  (anteriormente Centro Cultural do Jabaquara), com a proposta de revisitar grandes clássicos do Choro e resgatar composições ainda hoje pouco difundidas.

O Choro (ou chorinho) teve início por volta de 1870, quando Joaquim Callado criou um grupo de Choro com violão e cavaquinho, conhecido como o “conjunto de pau e corda”. Em 1880 lança seu grande sucesso, a música Flor Amorosa. Depois disso, composições de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tantos outros consagraram o Choro como expressão da nossa identidade cultural, caracterizado essencialmente pelo uso de instrumentos como cavaquinho, violão, flauta e pandeiro. Desde 2024 o Choro é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Projeto Choro na Manhã

PRÓXIMA APRESENTAÇÃO:  domingo, 02 de agosto, às 10 horas

Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá  (Centro Cultural do Jabaquara)

Rua Arsênio Tavolieri, 45 – próximo ao Metrô Jabaquara

ENTRADA FRANCA – INFORMAÇÕES: (11) 95072-6101 com Rodrigo

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